Oficina de criação sonora

30 junho, 2020

Na iniciativa livre Sons da Distância, o projeto AUDIRE convidou outros ouvidos a escutar e gravar os efeitos acústicos da quarentena de contenção da COVID-19. Mais silenciosa do que o habitual, distante dos ruídos da rotina de trânsito e movimento das cidades, esta nova paisagem acústica trouxe para o primeiro plano do ouvido sons a que habitualmente somos menos sensíveis. O resultado foram cerca de 66 contributos de registos áudio. 

O projeto AUDIRE propõe agora dar continuidade a este projeto colaborativo sob a forma de uma oficina de criação sonora online. A proposta é criar paisagens sonoras usando como ponto de partida os registos áudio de Sons da Distância, imaginando e recompondo narrativas e ficções, fazendo uso livre de outros sons, de música e de voz. 

PROGRAMA 

A oficina terá duas dinâmicas: 

– Sessão I, dia 6 de Julho de 2020, das 16h às 17h00, via plataforma Zoom – sessão coletiva de escuta sobre criações de paisagens sonoras 

– Sessão II, dia 13 de Julho de 2020, entre as10h00 a as 12h00 (agendamento individual), via plataforma Zoom – sessão individual (30 minutos) de escuta de trabalhos e orientação da criação de cada participante. 

As criações sonoras produzidas no âmbito da oficina deverão ser finalizadas e entregues até dia 16 de Julho de 2020. 

Os resultados de cada participante serão divulgados na página audire.pt . Uma seleção de criações sonoras será também apresentada durante o encontro online Escutar, sentir e guardar. Experiência sonora e ecologia acústica, no dia 17 de Julho de 2020. 

REQUISITOS 

Computador com software de edição e composição de áudio (suficiente software gratuito como o Audacity) e conhecimento básico dessas ferramentas. 

INSCRIÇÃO 

Inscrição até dia 3 de Julho de 2020 através do email audire@ics.uminho.pt

CERTIFICADO 

Aos participantes será emitido certificado de participação em formato digital. 

ESCUTAR, SENTIR, GUARDAR: PROGRAMA

26 junho, 2020

Já está disponível o programa do encontro ESCUTAR, SENTIR, GUARDAR. Contamos com a participação de quatro oradores convidados para uma mesa redonda durante a qual vamos falar sobre o que ouvimos e sobre a preservação do património sonoro.

O período de apresentação de propostas de trabalho é alargado até ao dia 30 de junho. A inscrição é gratuita e pode ser feita até ao dia 16 de julho.

Investigadora do projeto AUDIRE expõe no MAAT

18 junho, 2020
Créditos da imagem: Nature photo created by bearfotos – www.freepik.com

Extinction calls é uma instalação sonora que apela à escuta como um modo de reconexão com o ambiente. Promovendo encontros sonoros com espécies de aves extintas e criticamente ameaçadas, esta produção é uma proposta de recuperação do encantamento pela comunicação dos pássaros. Estreou no MAAT (Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia), em Lisboa, no dia 10 de junho, e pode ser escutada até janeiro de 2021.

O projeto foi encomendado à artista Cláudia Martinho, que é também desde abril de 2020 membro da equipa de investigação do projeto AUDIRE. Arquiteta, doutorada em Sonic Arts pela University of London, no CECS trabalha no campo dos estudos de som, da cultura sonora e da estética acústica. Interessa-se também por práticas sonoras criativas, arte sonora, ambientes acústicos, soundwalkings e psicoacústica.

Mais informação: https://maat.pt/pt/exhibition/claudia-martinho-extinction-calls

ESCUTAR, SENTIR E GUARDAR

29 maio, 2020

Encontro online

Para assinalar o Dia Internacional da Escuta, organizamos no dia 17 de julho um encontro online que pretende refletir sobre o desafio de escutar, sobre o que o som dá a conhecer e sobre a relevância da preservação das nossas memórias acústicas.  A iniciativa é aberta à participação de outros investigadores, que poderão apresentar propostas de comunicação até ao dia 26 de junho.

A inscrição é gratuita. Da participação é emitido um certificado digital.

Consensos sonoros

21 maio, 2020

O período de confinamento que experimentámos na sequência da pandemia COVID-19 expôs-nos a uma atmosfera sonora diferente. Mais silenciosa do que o habitual, distante dos ruídos da rotina de trânsito e movimento das cidades, esta nova paisagem acústica trouxe para o primeiro plano do ouvido sons a que habitualmente somos menos sensíveis. Durante várias semanas, o mundo à nossa volta reverberou uma espécie de ecos da distância.

Numa iniciativa livre, o projeto AUDIRE convidou outros ouvidos a escutar os efeitos acústicos da quarentena de contenção da COVID-19. Os registos evidenciam um certo consenso sonoro em torno dos sons das paisagens naturais, do eco das cidades vazias e da percussão dos ambientes domésticos.

Todos os contributos que recebemos estão disponíveis aqui: http://www.audire.pt/sons-da-distancia/

SONS DA DISTÂNCIA

21 abril, 2020

Neste período em que vivemos uma experiência de distanciamento social, que sons se tornaram mais audíveis? O que é que passámos a escutar melhor num tempo em que desacelerou o movimento social? Este é o desafio que estamos a lançar a partir do projeto AUDIRE:

Faça a sua própria gravação e partilhe connosco a sensação acústica que o isolamento lhe estará a proporcionar. Gostaríamos de reunir contributos com a duração de 1 a 3 minutos, para construir uma paisagem sonora de experiências pessoais (se possível com indicação de dia, hora, localização e equipamento utilizado).

Nova investigadora

3 abril, 2020

Cláudia Martinho é a nova investigadora da equipa do projeto AUDIRE. Arquiteta de formação, é artista sonora, doutorada em Sonic Arts pela University of London. O seus interesses de investigação incluem estudos de som, cultura sonora, estética acústica, práticas sonoras criativas, arte sonora, ambientes acústicos, soundwalking e psicoacústica. Iniciou funções no dia 2 de abril, na modalidade de teletrabalho, em consequência da crise sanitária da COVID-19.

Dia Mundial da Rádio

5 fevereiro, 2020

O projeto AUDIRE junta-se à Antena 1, ao CECS e ao Grupo de Trabalho de Rádio e Meios Sonoros da Sopcom para assinalar o Dia Mundial da Rádio com uma emissão especial do programa Antena Aberta, em direto do campus de Gualtar da Universidade do Minho. No dia 13 de fevereiro, entre as 11h00 e as 12h00, os microfones da rádio pública vão dar voz aos estudantes e à comunidade académica.

Sendo 2020 o Ano Internacional do Som, a proposta desta emissão especial, conduzida pelo jornalista António Jorge, é promover o debate sobre a relevância da comunicação sonora. Que importância tem o que ouvimos? Como pode o som representar a diversidade? Que lugar tem a rádio nas nossas vidas? Estamos ou não a perder a capacidade de escutar? Estas são algumas questões que abrem a antena, a partir do Auditório B1 do CP2 à academia minhota. A entrada é livre.

O Dia Mundial da Rádio foi criado pela Unesco, em 2011. Este ano, a diversidade é o tema que assinala a data.